Dicas importantes para escolher tinta e cor da sua obra

Toda obra possui diversas fases, porém uma das que mais ressalta o olhar do dono é a que envolve o acabamento, e nisto está inclusa a escolha das tintas e cores. Para ter um bom resultado é preciso ficar atento a algumas fases.

A arquiteta Priscila Tressino, do escritório PB Arquitetura, ressalta que a escolha da tinta está relacionada ao material e ambiente em que ela será aplicada, seja ele interno ou externo.

Para paredes de alvenaria e tetos regularizados com massa corrida ou gesso utiliza-se a tinta acrílica com acabamento fosco, sem brilho ou acetinado. Já em superfícies de madeira e metal o ideal é esmalte, tinta óleo ou spray, que possuem diversas cores. “Madeira ainda pode manter o seu aspecto natural se receber tratamento com verniz”, aconselha a arquiteta. Ademais, para revestimentos, azulejos e pastilhas a tinta epóxi a base de água ou de solvente é indicada. Em fachadas, as texturas são muito utilizadas.

Depois da escolha da tinta começa-se a das cores. “Elas têm grande protagonismo nas sensações que um ambiente pode transmitir. Em composição com outros elementos como mobiliário e acabamentos, pisos, decoração e iluminação, é possível criar atmosferas estimulantes, calmantes ou de neutralidade”, conta Priscila.

A especialista ressalta que cores quentes como vermelho, amarelo e laranja inspiram energia. Azul, roxo e verde, tem efeitos mais suaves. Tons terrosos trazem aconchego e conforto. Preto é introspectivo e ao mesmo tempo luxuoso. Branco, é radiante e expansivo, “pense nestes efeitos quando for escolher a cor dos ambientes, além é claro, de conectar cada item do decor para determinar o resultado mais arrojado ou equilibrado”.

No momento de escolher a cor é comum ser atraído pelas tendências de estação ou passarelas, porém, segundo Priscila, é necessário ter cautela. “De acordo com a psicologia das cores, cada pantone exerce uma influência sobre as sensações e podem dar uma noção de espaço muito diferente. Independente da cor, recomendamos que tons escuros sejam evitados em ambientes pequenos, dando lugar a cores claras, pois o efeito é de maior amplitude. Aposte nos neutros como branco, cinza e bege quando quiser dar destaque a detalhes decorativos como um tapete, almofadas ou até mesmo nos móveis. Estes permitem ser trocados com maior facilidade do que trocar a cor da parede”, orienta.

Vale ressaltar que as cores no catálogo e depois de pintadas ficam diferentes. Isso ocorre porque os planos horizontal e vertical, a distância à mão e de alguns metros e a iluminação dão à visão uma outra impressão.

A arquiteta também revela que há outros passos a serem seguidos tão mais importantes quanto a escolha da tinta:

Prepare a superfície conforme recomendações do fabricante. Escolha as melhores ferramentas e as mais adequadas para sua pintura, como rolos e de lã ou espuma e cerdas de pincéis variados. Faça a diluição também conforme recomendado na embalagem. Respeite o intervalo entre as demãos do produto. Considere o rendimento indicado na embalagem, cada tipo de tinta e cada fabricante apresentam resultados diferentes. Verifique a área que você irá cobrir, a proporção de diluição do produto, o retoque de demãos e o preço da tinta, nem sempre o mais barato é mais vantajoso. Estude com calma e pesquise bastante.

“Sempre consulte um profissional que poderá indicar o produto mais adequado e tirar todas suas dúvidas. Seguir estas etapas com certeza colabora para uma decisão mais segura e assertiva”, finaliza Priscila.

Fonte: Jornal da Construção Civil

Reforma em cozinha coloca preto em evidência

Arquiteta Manoela Py assina projeto com proposta urbana para casal de Porto Alegre

Já faz algum tempo que o uso da cor preta em projetos arquitetônicos deixou de significar sobriedade e monotonia – agora, remete a um estilo urbano e elegante. A arquiteta Manoela Py, do escritório Pura! Arquitetura, foi responsável por levar essa atmosfera cosmopolita à cozinha de 8,14 m² de um apartamento com três dormitórios localizado em Porto Alegre (RS). Os moradores, um jovem casal que utiliza bastante o cômodo, inclusive a churrasqueira integrada, queriam um ambiente prático, charmoso e confortável.

O apartamento foi entregue pela construtora com revestimentos de parede e cozinha já com piso, além do forro de gesso pronto. Os proprietários quiseram aproveitar alguns móveis da moradia anterior, por isso, a arquiteta levou essas características em consideração para escolher as cores dos novos itens, todos na paleta de branco, preto, tons de bege e amadeirados para garantir uma ambientação harmônica. “O que fizemos foi projeto de mobiliário fixo, bancadas e escolha de todo o mobiliário solto. Também selecionamos e instalamos luminárias de acordo com o layout do projeto”, conta a arquiteta.

Um dos destaques do projeto é o fato de que, mesmo com a predominância da cor preta, não é um cômodo ‘pesado’. Para encontrar esse equilíbrio, alguns truques: piso, paredes e forros brancos; bom sistema de iluminação; pouca variedade de revestimentos (apenas granito preto, melamínico preto, melamínico amadeirado e cerâmicas brancas) e um espelho sobre a bancada para contribuir com a atmosfera urbana e dar sensação de amplitude. “Outro fator que contribui nesse ambiente é o pé direito alto, assim os móveis aéreos não encostam no forro e mudam a percepção do ambiente, deixando-o mais amplo. Estabelecemos, assim, o contraste de elementos necessário para uma cozinha atemporal”, completa. O toque final ficou com o monocomando de bancada cromado da linha Minimal, da Meber, garantindo eficiência às tarefas dos moradores e um charme extra ao décor do cômodo (veja mais abaixo).

“Os projetos assinados pelo Pura! Arquitetura buscam estabelecer ambientes atemporais, desvinculados de modismos, para que os clientes não enjoem dos espaços de suas casas. Assim, a cozinha deste apartamento não foi pensada isoladamente – ela faz parte de um projeto maior de ambientação com as salas, uma vez que é totalmente integrada. Buscamos criar um ambiente prático, bonito e jovem para a vida cotidiana acontecer”, finaliza Manoela.

Fonte: Exata Comunicaçãov

Sinais de otimismo para a indústria em 2019

O Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial apresentou crescimento de 33,8% na comparação com o mês anterior no dado dessazonalizado. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou aumento de 16,9%. O índice original cresceu 19,4% no acumulado de janeiro a novembro de 2018 comparado com o mesmo período do ano passado.

O Índice GS1 de Atividade Industrial, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, é baseado na intenção da indústria em lançar produtos no mercado. É um índice complementar que mede os pedidos de registro de código de barras para bens de consumo. O código é atribuído pela associação e é um padrão mundial de identificação na cadeia de abastecimento.

“O resultado do mês de novembro trouxe um índice positivo para todas as regiões do país, esse foi o melhor resultado acumulado em 12 meses desde fevereiro de 2016. Faltando apenas um mês para o encerramento do ano, podemos afirmar que 2018 foi um ano de superação com uma maior confiança do empresariado e boas perspectivas para 2019”, analisa Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Elaboração: GS1 Brasil com o apoio da 4E Consultoria

Inventor cria “caixa de elevação de esgoto” para imóveis em terrenos íngremes

O preço de um terreno varia conforme sua localização, tamanho e características de elevação – quanto mais íngreme, menos o preço, como observou José Valdeci, eletromecânico de Três Corações (MG) e afiliado àAssociação Nacional de Inventores (ANI) ao prospectar opções para compra. Embora os terrenos mais íngremes fossem mais em conta, o cliente que adquirisse um imóvel cuja área ficasse abaixo do nível da rua teria maiores gastos ao fazer a ligação do esgoto à rede de saneamento pública. Diante desse dilema, Valdeci quebrou a cabeça até desenvolver a sua “caixa de elevação de esgoto”.

“É uma caixa com volume de 120 litros que armazena o esgoto do imóvel. Uma boia irá detectar quando for atingido o limite máximo da caixa, imediatamente será fechada a válvula de retenção, que irá bloquear a rede interna. Um motoredutor irá acionar um fuso e elevar a caixa até atingir a altura da rede de esgoto da rua. Todo o esgoto terá decantado na parte inferior da caixa e será transferido para a rede pública. Quando a boia atingir o nível mínimo, o motoredutor irá acionar o sistema e descer a caixa. Isso acontecerá várias vezes, conforme a necessidade do imóvel”, explica Valdeci.

O consumidor poderá acompanhar o funcionamento do sistema por meio de um sistema luminoso ou sonoro, segundo o inventor.

A solução atual, construir um poço e usar uma bomba submersa para descartar o esgoto, segundo Valdeci tem custo elevado e maior risco de contaminação do meio-ambiente. Outra vantagem da “caixa de elevação de esgoto” é que o consumidor poderá acompanhar o funcionamento do sistema por meio de um sistema luminoso ou sonoro.

O inventor já registrou a patente da “caixa de elevação de esgoto” junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e atualmente procura investidores para comercialização do produto, seja por meio da venda da patente ou do seu licenciamento.

Fonte: Assessoria de Imprensa / ANI